23 FEV 2018
Volta às aulas


Começou de novo, um novo ano e novas experiências. Para nos contar tudo, nossa jornalista júnior Rafaela Capitão.

 

 

UM COMEÇO E TANTO!

 

Você não deseja uma escola padrão. Você deseja uma escola que enxerga as diferenças como qualidades únicas e fundamentais de um ser e não como “imperfeições a serem curadas” Você não quer estudar lendo e decorando frases. Você deseja APRENDER a utilizar no seu dia a dia tudo o que estudou. É preciso contextualizar. É preciso compreender que o aprendizado é um bem único que não lhe pode ser retirado.

Para que seus desejos sejam satisfeitos com êxito, a equipe da Escola Monteiro Lobato preparou um primeiro dia de aula mais que especial: saída de campo! Sair das quatro paredes da sala de aula e explorar o que a nossa cidade têm a oferecer, começando com uma visita à Casa de Cultura Mario Quintana.

Os professores acompanharam os estudantes, explicando o porquê de aquele breve passeio ser tão importante. Alexandre, professor de História, esclarece enquanto mostra o jardim Lutzenberger: “O ambientalista Lutzenberger projetou este jardim com o objetivo de mostrar para as gerações futuras que devemos cuidar para usufruir. Precisamos ser uma sociedade autossustentável.”.

A professora Roberta, de Língua Portuguesa, conta aos alunos que a Casa de Cultura é o antigo Hotel Majestic, local onde Mário Quintana residiu por cerca de 15 anos. Relata também que o escritor era conhecido como “poeta das coisas simples”, sempre escrevendo sobre Porto Alegre, mesmo tendo nascido no Alegrete.

A professora Jéssica, também de Língua Portuguesa, complementa: “Mário Quintana começou a publicar seus textos na revista da Escola Militar. Durante sua vida, o poeta trabalhou em diversas funções: na Livraria Globo, na farmácia com seu pai e sempre conciliando seus empregos à escrita.”.

“O escritor foi despejado do hotel Majestic por falta de dinheiro. Conseguiu sobreviver com a ajuda do jogador Falcão, que bancou suas despesas no hotel Royal até a sua morte.” – conclui Roberta.

No final do nosso passeio, fomos conhecer de pertinho os costumes do autor, observando uma das maiores intimidades de alguém: seu próprio quarto. No quarto de Mário havia cigarros queimados, livros, sua bengala, café, quindim e um quadro lindo da Bruna Lombardi, sua “crush” da época, como se diz atualmente.

É incrível poder observar de pertinho a história e a LITERATURA da nossa cidade. Os contos e biografias deixam de ser maçantes e distantes, passando a ser íntimo e agregador.

Obrigada, Escola Monteiro Lobato! Foi um começo e tanto!

 

Rafaela Capitão.

 




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